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José Eduardo Silva, presidente da ASCENDA

Como sabemos, o Brasil foi colonizado utilizando força de trabalho de

pessoas submetidas à escravidão e de acordo com estudiosos este é ainda um fator

que influencia a ascensão social em nosso país especialmente para negros e negras. No

entanto o presidente de uma associação goiana de afro-empreendedores não tem

dado bola para estatísticas porque está revolucionando o afro-empreendedorismo ou

melhor o empreendedorismo brasileiro. Contribuindo para milhares de pessoas seguir

o mesmo caminho, deixando o racismo para trás, abrindo novas portas e

oportunidades. Ele é Jose Eduardo Silva, presidente da ASCENDA - Associação de

Empresários e Empreendedores para Fortalecimento do Afro-Empreendedorismo.

Graduado em Serviço Social e Especialista em Negociações Econômicas Internacionais

tem sido militante destacado nacionalmente nesta causa. Você sabe o que é Afro-

empreendedorismo? Esta palavra não aparece no dicionário, mas tem ganhado peso. De

acordo com a Pesquisa Nacional por Amostras de Domicílios (PNAD) de 2013, das 23,5

milhões de pessoas donas de negócios no Brasil, 50% se declararam pretas ou pardas. Em

dez anos esse número subiu 7%, ou seja estima-se atualmente um público de 13 milhões

de afro-empreendedores que descobriram nos negócios o rumo para mudar de vida.

De acordo com Jose Eduardo: “Somente no estado de Goiás de acordo com o IBGE –

Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas, e dados divulgados pelo Sebrae Nacional

são mais de 453 mil afro-empreendedores que juntos geram um número superior a

1milhão e duzentos mil empregos diretos. Esta é à força do afro-empreendedorismo

goiano. Cada vez mais empreendedores negros se fortalecem no mercado profissional

oferecendo produtos especialmente no ramo da moda e beleza”. A iniciativa de formar

grupos, redes de negócios ou se associar tem sido, e é esta a realidade dos goianos que

criaram a ASCENDA. A instituição, apostou nos últimos três anos se tornar referencia

nacional para este tema, abrindo nova visão, apostando em ampliar ações de qualificação

e capacitação profissional para seu publico sem fechar portas a empreendedores não

negros ao contrário somando forças.

Outra iniciativa foi criar ferramentas de mercado, como é o caso do cartão de benefícios

AFROCARD que possui uma conta digital para seu usuário, sem consultas ao CERASA ou ao

SPC. Também criaram Maquininhas de cartões AFROCARD PAY, as primeiras no mercado

nacional voltadas a este público e que já começam a sair das fronteiras brasileiras. Para o

presidente da ASCENDA, Jose Eduardo Silva, existe: “Um nicho de mercado, que de uma

forma geral, é um sub-mercado onde parcela dos clientes e consumidores de um mercado

maior não estão sendo atendidos com produtos e serviços adaptados a suas realidades

principalmente pelos bancos, pelo setor financeiro. Não estão sendo atendidos porque ainda

não são percebidos como um importante comércio, dentro do comércio”. Com este

pensamento um longo caminho foi percorrido desde 2015 na busca por uma política

de crédito para os afro-empreendedores goianos na Goiás Fomento, o que agora é

realidade. Afinal representam mais de 453 mil afro-empreendedores em Goiás e algo


acima de 1 milhão e duzentos mil empregos diretos. Uma categoria forte, que tem

ganhado mais atenção!

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